Schelotto e a busca por uma definição no Boca Juniors

Na expectativa de voltar a disputar uma Final de Copa Libertadores, o Boca Juniors se prepara para encarar o Palmeiras, definido por muitos como a melhor equipe do futebol brasileiro na temporada.

Para passar pelo Palmeiras, o Boca Juniors terá que ser cirúrgico: forte no sistema ofensivo para suprir a marcação imposta pela equipe de Felipão e recuperar a segurança defensiva para evitar sofrer gols, sobretudo na Bombonera, o que pode se tornar um fator decisivo para passar de fase.

O Boca é dirigido por Guillermo Barros Schelotto e tem um elenco forte montado para a principal competição do continente. Talvez este possa ser o maior problema de Schelotto, visto que, com as vastas opções, o comandante ainda não conseguiu encontrar uma equipe que seja titular indiscutível.

Para Schelotto, a sua formação ideal é o 4-3-3, uma equipe formada com três volantes no meio e três homens no setor ofensivo, porém, atuando assim, o técnico não consegue encontrar uma posição para encaixar Carlitos Tévez na equipe – o jogador não quer atuar de centroavante, mas sim por trás do ‘9′.

Por isso, acrescidos de detalhes como o baixo rendimento técnico do ‘Apache’, Guillermo Schelotto decide deixar Tévez entre os reservas, o que acaba indignando a alguns torcedores ‘xeneizes’.

Outro ponto que incomoda os aficionados de Boca é a pouca utilização de Fernando Gago em jogos importantes na equipe titular. Apesar das diversas lesões, Gago ainda é o jogador que oferece um passe refinado, dita o ritmo no meio, tem qualidade para criar as jogadas ofensivas e pode conceder algo de diferente à equipe. É o que pensa grande parte da torcida do Boca Juniors.

Contudo, essa pressão aumenta sobre os ombros de Guillermo Schelotto pelo fato dele não encontrar uma equipe titular que apresente um futebol vistoso e transmita uma consistência tática. A dúvida pelo 4-3-3 ou 4-2-3-1 para encaixar Tévez ou aumentar a ofensividade da equipe, atormenta o treinador do Boca.

A Equipe de Schelotto

No setor defensivo, a única dúvida é para compor a lateral direita, porém, apesar da boa atuação de Buffarini diante do Cruzeiro no Mineirão, Leo Jara deve voltar a titularidade. Sendo assim, Rossi, Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza formam a defesa da equipe dos ‘mellizos’.

Um ponto é claro para Schelotto: agrada ao comandante um meio de campo com muita marcação e força física. O meio de campo deve ser formado com Wilmar Barríos, Nahitan Nández e Pablo Pérez. Forte poder de marcação, versatilidade, mobilidade, pegada e chutes de média distância são características encontradas nessa trinca de volantes do Boca.

Destes, Pablo Pérez é o volante que tem uma maior aproximação ao sistema ofensivo. Pérez não é um jogador que seja um referencial técnico – como Fernando Gago, que fica entre os reservas – porém supre essa carência técnica com dedicação tática, garra e finalizações de média distância – vide o gol diante do Cruzeiro.

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Para suprir a pouca criatividade do meio de campo, o setor ofensivo acaba sendo formado por um tridente com Pavón e Zárate titulares. Para encarar o Palmeiras, Schelotto deve iniciar com Ramón Ábila, apesar do titular ser ‘Pipa’ Benedetto – volta de lesão e não estar em plenas condições físicas.

Uma das jogadas típicas do Boca Juniors é a infiltração de Pavón por trás da marcação do lateral – contra o Palmeiras deve atuar pelo flanco esquerdo, explorando as costas de Marcos Rocha – para finalizar ou assistir aos jogadores que se pisam na área.

Vale a percepção para a saída de Benedetto da referência, atraindo a marcação dos zagueiros para facilitar a infiltração do atacante velocista. No flanco esquerdo, Zárate e Olaza se aproximam e agridem pelo setor.

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Pablo Pérez lança, Pavón se infiltra por trás da marcação (Imagem: FoxSports)

O Destaque

Apesar do pouco tempo com a camisa do Boca Juniors, sem dúvidas, Mauro Zárate é o principal jogador da equipe ‘xeneize’. Poderíamos citar a consistência defensiva que oferece Wilmar Barríos, a mobilidade tática do Nahitan Nández ou, até mesmo, a velocidade e o poder de romper linhas de Pavón. Contudo, ainda assim, são dos pés de Mauro Zárate que o torcedor do Boca pode esperar algo diferenciado.

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Mauro Zárate, destaque do Boca Juniors (Imagem: Diario Olé)

Zárate chegou ao Boca recém-contratado junto ao Vélez Sarsfield com a ilusão de conquistar a Copa Libertadores com a camiseta ‘azul y oro’. Trata-se de um atacante de mobilidade, que flutua bem pelos flancos e possui capacidades para criar as jogadas ofensivas para si e para os companheiros.

Abaixo, analise algumas jogadas de Mauro Zárate neste ano de 2018.

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